Posts tagged ‘Café com Ribeirão’

19/01/2011

Personagens da Feira do Livro

por Analídia Ferri

Um real para ajudar o palhaço!

Nós não perdemos nenhuma oportunidade de prolongar uma boa conversa. 

Encontramos um palhaço vendendo doces nas escadarias do Theatro Pedro II. Pirulito é palhaço há 30 anos e tem duas filhas, como ele mesmo disse “duas palhacinhas”. O pai de Pirulito trabalhou no circo do Beto Carrero e certamente deve ter inspirado o artista. Ele anima festas, vende doces no semáforo e faz brincadeiras no centro da cidade. Essa é a verdadeira profissão dele, ser palhaço. Pirulito é uma pessoa simples e exatamente por isso nos chamou a atenção.

- Compra um doce pra ajudar o palhaço, moçada!

- Mas nós somos estudantes, nosso dinheiro é curto!

- R$ 1,00 só, gente!

Um real não é nada para quem coleciona momentos. E fica o pensamento: é mais fácil dizer verdades brincando para ganhar sorrisos sinceros!

Palhaço Pirulito

Lição de casa da Verinha

Encontramos a pedagoga Verinha no Salão de Idéias de Ricardo Azevedo. Muito interessada pelos assuntos sobre literatura, comentou durante a palestra, a importância da presença dos professores da rede municipal e estadual. Nesse caso, a ausência deles! Eventos como a Feira do Livro proporcionam debates e reflexões sobre assuntos importantes através do conhecimento de cada convidado. Mas o público também é importante e precisa comparecer. Verinha disse que lamentou a falta de participação e interesse de muitas pessoas num evento tão grandioso. Ressaltou a importância da fomentação de idéias que surgem dos debates durante as palestras.

Vera, pedagoga

Texto publicado no site http://www.cafecomribeirao.com.br/

link original: http://www.cafecomribeirao.com.br/2009/06/cafe-na-feira-6-dia.html

19/01/2011

Crítica de Cinema – Desejo e Reparação – Atonement (2007)

por Analídia Ferri

Baseado no romance do escritor Ian McEwan (Reparação).

Já refletiram sobre as conseqüências de uma mentira? Esse filme é capaz de nos deixar atentos em relação às atitudes que tomamos. A mentira se instala por conta da imaginação da jovem Briony (Saoirse Ronan), caçula de uma família aristocrática que vive em uma mansão na Inglaterra. 

Cecília (Keira Knightley) é a irmã mais velha de Briony e vive um romance com Robbie (James McAvoy), filho da empregada. Os dois vivem flertando pelos cantos da casa e Briony presencia alguns desses momentos. Um final de semana de festa na casa da família, alguns parentes reunidos e Briony testemunha uma cena de assédio de sua prima Lola. Em seu depoimento, Briony acusa Robbie injustamente pelo assédio. O rapaz é preso e se separa de sua amada Cecília.
Cecília se desfaz da vida rica que levava e torna-se enfermeira. Robbie vira combatente durante a 2ª Guerra para se livrar da prisão, com o passar dos anos, Briony procura a irmã e tenta reparar o erro do passado.

E o final? Não ouso entregar e só posso acrescentar que é inesperado e muito bonito.
Destaque também para a trilha sonora que rendeu um Oscar e um Globo de Ouro. As cenas da guerra são excepcionais e o diretor Joe Wrigh superou o filme Orgulho e Preconceito (2005). Ganhou também um Globo de Ouro como Melhor Filme – Drama.

Texto publicado no site http://www.cafecomribeirao.com.br/
19/01/2011

Crítica de Cinema – Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, 2008)

por Analídia Ferri

Adaptado do livro homônimo de José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira foi dirigido por Fernando Meirelles e encenado por Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael García Bernal, entre outros.

Uma espécie de névoa, “a cegueira branca” atinge a visão de um homem em meio à confusão do trânsito. A partir daí, todas as pessoas que entram em contato com ele se “contaminam” com a cegueira. A cidade é tomada pela cegueira branca e as pessoas começam a ser confinadas em um hospício. Só uma pessoa consegue enxergar e segue para o confinamento fingindo ser cega.

Desse confinamento surgem muitos medos, desentendimentos e abusos. Sobre esse aspecto, o filme não poderia ser tão fiel ao livro, segundo as palavras do próprio Meirelles *, “a podridão na literatura não perturba tanto quanto imagens de imundice. Pensando nisso, e para evitar fazer um filme em que a audiência tivesse que tirar os olhos da tela o tempo todo, resolvi ser bem menos generoso em termos de sujeira do que foi o Saramago.”

A coragem é um dos pontos altos da trama, não só para os personagens que seguem em busca da salvação, mas também para quem assiste, pois consegue transmitir a idéia de quão primitivos podemos nos tornar sem a visão.

Nada contra as comédias românticas, mas Ensaio Sobre a Cegueira é um tapa na cara de José Saramago com uma boa sacudida de Fernando Meirelles.

*Fonte: blogdeblindness.blogspot.com

Texto publicado no site http://www.cafecomribeirao.com.br/

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